Colônia Witmarsum / Consciência / Pesquisa / Saúde

Canção óbvia

Embora temos poucos registros científicos, com o mesmo estado da arte das pesquisas biológicas, que medem a conservação ambiental e o impacto da agricultura na região dos campos gerais, em Witmarsum – Paraná, ainda não temos nenhuma pesquisa com indicadores ambientais que possam concretamente confirmar o desempenho ambiental ou os imperativos ambientais das monoculturas e uso de pesticidas, herbicidas e agrotóxicos, contaminação do solo e água com resíduos sólidos e químicos, além de danos ao ecossistema e degradação da biodiversidade.

Por outro lado, talvez fosse mais importante avaliar a saúde das pessoas e a relação do uso de agentes químicos na agricultura, para poder estabelecer politicas de proteção e conservação da natureza e uma agricultura ecológica a favor da saúde das pessoas da comunidade.

Pouco se pensou nesse sentido no âmbito da colônia Witmarsum. Receio que essa pesquisa que aqui apresento,  seja ainda a primeira direcionada por um olhar na qualidade ambiental das pequenas propriedades rurais da colônia.

É notável que os agricultores tem interesse em cuidar das suas propriedades, numa perspectiva ambiental, digamos assim, mais ‘sustentável’ ou ‘ecologicamente correto’. Por isso, pesquisas com essa finalidade podem e devem ser incentivadas. Nesse processo, é imprescindível a participação da comunidade para buscar estratégias de melhoria ambiental e da própria saúde.

Campos gerais Sobretudo, os lideres da comunidade e todos agricultores devem estar atentos as questões socioambientais nesse atual modelo de produção de alimento.

Assim, convoco a todos aqueles que partilham desse entendimento para ler esse artigo publicado pela UTFPR em 2010.

DESTINAÇÃO FINAL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS DA COLÔNIA WITMARSUM-PR
(Autores: Adeline Chaicouski; Joyce Estina da Silva; Suélyn Bomfim Nigelski; Rosane Yoshida Natume; Isonel Sandino Meneguzzo)

Visualização (download) – 647-2413-1-PB

O artigo retrata apenas uma análise pontual para um caso específico, mas pode servir como inspiração para a construção de outros estudos que ajudem os agricultores a fortalecer a conservação ambiental de suas propriedades. O primeiro passo nessa direção está sendo dado aqui e precisa ser assumida pelos agricultores como responsabilidade de adequação das suas atividades.

De acordo com a conclusão do trabalho apresentado, “o gerenciamento dos RSSS na área pesquisada não ocorre de forma adequada tal como preconiza a Resolução RDC nº 306/04 e a Resolução CONAMA nº 283/01. Medidas corretas devem ser tomadas em caráter de urgência na Colônia, por parte da sociedade civil organizada e do poder público municipal no sentido de levar conhecimentos técnico-científicos aos pecuaristas para que os mesmos possam dar uma destinação adequada aos resíduos de origem veterinária.”

A dica está clara, o caminho da extensão rural e assistência técnica pode facilmente suprir a demanda de conhecimento focando práticas agroecológicas – permaculturais.

Foto: Rafaelle Mendes

Essa trabalho de extensão deve emergir da parceria entre universidades engajadas nas pesquisas de interesse socioambiental e econômicos, juntamente com os agricultores, pesquisadores e extensionistas. A Embrapa, o CPRA, o EMATER, a UFPR ou mesmo aproveitar que já existe uma instituição de ensino que é justamente o curso da Medicina Veterinária da faculdade Evangélica, para propor projetos de pesquisa e extensão que possam, por exemplo, ampliar a percepção do bem estar animal na colônia ou melhorar a destinação dos resíduos sólidos.

E assim sigo pensando como um feliz jardineiro!

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